Beco Diagonal ― do seu jeito sempre
1 - Les Demoiselles d'Avignon hollow.

Emily encarava Amber.

― Como assim? ― Perguntou Emily perplexa.

― Isso mesmo, seus pais me obrigaram a esconder isto de você, mas decidi contar a verdade. Eu não quero mais segredos entre nós.

― Não sei o que dizer...

― Não quero que fique com raiva de mim, apesar de ter todos os motivos do mundo, entenda eu tinha apenas quatro anos foi algo muito traumático para mim...

― COMO NÃO FICAR? COMO ISSO ACONTECEU? ― Perguntou Emily exasperada.

― Naquela noite... ― Começou Amber, mas parou, pois aquilo era difícil para a garota dizer ― Você provavelmente já ouviu falar do beijo de um Dementador...

― O que tem ele?

― Dizem que é insuportável de se presenciar, mas eles não sabem do que estão falando, é muito pior do que dizem ser... Naquela noite, Cedrico não a matou... Um dementador quase deu-lhe um beijo...

― Como assim? Amber, eu não estou entendendo...

― Naquela noite... - Continuou Amber, relembrando tudo que havia acontecido naquela noite...

[i:2p4pbojg]"A pequena Amber andava entediada em sua casa segurando um lembrol que havia ganhado de sua mãe, seus pais não se encontravam em casa, mas ela já se acostumará a ficar sozinha. Amber encarava o Lembrol e o arremessou longe.

― Coisa Inútil ― Disse ela.

Seu cachorro que encarava atentamente a grande janela da sala começou a latir.

― Qual é o seu problema? ― Perguntou a mesma indo em direção a janela.

Neste momento a menina viu a cena mais horrível que uma garota de quatro anos poderia ver, a menina viu três garotos batendo em uma garota...

Amber sem saber o que fazer, começou a gritar histericamente. Os meninos na rua olharam para janela e viram a garota. O cachorro saiu correndo pela portinha de cachorro, e começou a latir mais alto ainda, os meninos correram com medo e deixaram ali no meio da rua a menina que sangrava..

De repente o cachorro entrou correndo na casa, pois havia aparecido um Dementador que cada vez se aproximava mais da garota deixada no asfalto. Amber ficou vidrada na janela sem saber o que fazer e cada vez mais o Dementador se aproximava cada vez mais da garota, Amber havia reconhecido a tal garota "Era Starla" Pensou ela e sabia que não poderia deixá-la ali e então sem pensar saiu de sua casa correndo desesperada e começou a gritar.

O Dementador virou-se para Amber e se aproximava cada vez mais da garota, que não mostrava o menor medo e então um jato de luz o espantou de perto da garota e logo depois a figura de uma mulher apareceu indo em direção a Amber.

― Você está bem? - Perguntou a mulher, mas Amber não olhava para ela, a garota olhava para o Dementador que havia executado o beijo da morte em um garoto que ela nunca havia visto na vida.

― Mas que droga! - Exclamou a mulher apontando a varinha para o Dementador que dessa vez foi realmente embora - Tom! Anne! - Disse ela a um casal que se aproximava - Aquela não é Starla? - Continuou a mulher apontando para Starla que estava no chão.

― Sim... O que aconteceu? - Perguntou Tom com a voz trêmula indo em direção a filha. A esta altura Anne estava chorando perto da filha.

― Eu vi uns garotos trouxas apostando com aquele ali - A mulher apontou para o garoto que havia recebido o beijo do Dementador - Eles disseram para ele dar uma volta no condomínio de mansões amaldiçoadas - Quando a mulher disse isso deu claramente para notar seu nojo e desprezo por trouxas - E então ouvi gritos e corri até aqui, mas o garoto veio junto... Consegui salvar essa daqui, mas o Dementador virou-se para o garoto trouxa... Aliás, sabem quem é ela?

― Cisa... Starla não está bem... - Disse Anne falando pela primeira vez - Essa é Amber Pavlichenko

― Não podemos deixar Emily ver Starla desse jeito... Ela não está dizendo nada com nada - Disse Tom - Talvez Starla fique assim para sempre...

― É melhor levá-la para o St. Mungus, e se ela não voltar a si eu os aconselho a escondê-la - Disse a voz de um homem que se aproximava...

― Lúcio... Ela é nossa filha, não faremos isso... - Disse Anne.

― Você melhor do que ninguém sabe que o Lord das trevas não se foi para sempre e que há muitas chances de que ele retorne, por tanto se quer que sua filha continue viva mesmo nesse estado, sugiro que a esconda... - Disse Lucio friamente.

― Está Bem... ― Disse Anne com a voz trêmula.

― Cuidem dessa daqui ― Disse Lúcio apontado para Amber. ― Eu e Cisa cuidaremos do resto."[/i:2p4pbojg]

― Você não tinha esse direito... O direito de me esconder...

― Emi...

― Não! Me deixe sozinha... ―Disse Emily com a voz trêmula.

Nesse momento apareceu Daniel.

― Emi, que demora... ― Disse Daniel parado.

― Toma seu sapo de chocolate! ― Disse Emily entregando o sapo agressivamente, e assim saiu correndo.

― Você está louca? Emily! Volte Aqui. EMILY! ― Daniel se voltou para Amber ― O que você fez, menina?

― Não é da sua conta D'Lucca e fale direito comigo. ― Disse Amber tirando a varinha de suas vestes e apontando para o rosto de Daniel ― Eu matei um Basilísco de 15 metros e não seria nada difícil fazer o mesmo com você... Você não tem nem a metade do tamanho! Agora faça um favor a si mesmo, e não se intrometa em assunto que não são de sua conta! ― Continuou Amber medindo-o com ódio e saindo daquele local indo atrás de Catherine.

Quando chegou à cabine...

― CATHERINE! ― Disse Amber abrindo com força a porta, e avistando Catherine e David num momento romântico.

― Er... Am ... Sim? Am... Amber! ― Disse Catherine constrangida.

― Nossa como você é diferente quando está com David... ― Disse Amber zombando da mesma. ― Nem parece àquela menina arrogante, egocêntrica, preconceituosa, metida, mimada, egois...

― Está bem! Já compreendi! ― Disse Catherine pegando no braço de Amber e saindo da cabine. ― O que houve? ― Continuou Catherine.

― Eu lhe disse que ia contar aquilo a Emily, e eu contei...

― Você o que? Ai Merlin... E ela? Como reagiu?

― Como você acha?

― Eu não sei, eu iria te matar se fosse comigo e depois perguntaria os detalhes...

― Você me MATARIA?

― Claro! Você escondeu minha irmã...

― Catherine, você sabe mais do que eu que a culpa não foi minha... Eles me obrigaram e outra eu te daria um box antes.

― Eu sei que a culpa não foi sua Am, mas Emi não sabe disto... E, eu estou me pondo no lugar de Emi!

― Você tem razão... Ela me pediu pra deixá-la sozinha... Eu não sei o que fazer...

― Dê um tempo a ela, pelo menos uns 10 minutos, ela precisa pensar um pouco sobre isso...

― 10 MINUTOS? EU VOU MORRER ATÉ LÁ! É MUITO TEMPO!

― Am, na verdade, você teria que esperar de um dia a uma semana, e ainda está achando que 10 minutos é muito?

― Tá bom, vou começar a contar ― Disse Amber com a voz carregada de sarcasmo.

― Am... Então dê pelo menos cinco.

― Por que você não me ajuda ao invés de ficar me dando o tempo?

― Por quê? Por dois motivos. O primeiro; isso é um assunto entre você e Emily; E o segundo motivo é que as coisas piorariam para você se Emily soubesse que eu sabia e ela não...

― Ótimo! Bela ajuda! Hmpf!― Disse Amber fazendo birra e saindo daquele local indo ao encontro de Emily.

No caminho a garota começou a pensar "Bem vou resolver isso sozinha, Emily vai ter que me escutar quer queira quer não, eu matei um baslísco de 15 metros então isso não será um problema. Mas e se Emily se zangar ainda mais comigo? O que faço? Já sei! Mato Catherine, aliás, foi culpa dela porque se recusou a me ajudar. Vou falar assim: Emy já pensou? Não melhor Emy me perdoa? Não, muito humilhante... Emy..." E assim Amber continuou a pensar até que esbarra com Emily, no corredor do trem.

― Am... Eu... Hm... ― Disse Ambas olhando uma para o rosto da outra.

― Fala você primeiro. - Disse Ambas novamente

― Tá! Eu vou falar... ― E pela terceira vez as duas falaram juntas novamente até que Emily falou:

― Me deixa falar primeiro, se não nós não vamos sair disso.

― Ok, você começa...

― Bem... Me desculpe, por ter saído daquele jeito, é que... Tudo ficou complicado pra mim de repente sabe? É difícil, eu pensava que Starla estava morta... E de repente você fala que ela está viva, mas louca... Eu não sei o que fazer... ― Disse Emily com os olhos cheios de lágrimas abraçando Amber.

― Você não tem que pedir desculpas... Eu é que tenho... Eu Deveria ser mais teimosa e ter te contando aquilo mesmo que eles quisessem me matar depois... Você é como uma irmã pra mim... E eu prometo que vou te ajudar a ver Starla... ― E ainda abraçada com Emily as duas começaram chorar ― Sabe... Você sabe que seus pais vão querer me matar, e vão querer te impedir de ver Starla...

― Eles não tem esse direito... Já me esconderam coisas demais ― Disse Emily que ainda chorava.

― Mas é melhor você não dizer nada para eles...
― O que? Por quê? ― Perguntou Emily confusa.

― Por que... Porque eles dariam um jeito de dificultar ainda mais as coisas para nós vermos Starla, sem contar que no começo do ano eu a vi e se eles souberem que você sabe, mudaram ela de lugar ou complicaram mais ainda as coisas para nós.

― O... Que está acontecendo? ― Perguntou Rony que acabara de aparecer pelo corredor.

― Nada, seu acéfalo... Não é mesmo, Emi? ― Disse Amber forçando um sorriso limpando as lágrimas.

― Claro... Vamos para cabine já estamos quase chegando... ― Disse Emily com um sorriso também limpando as lágrimas.

Emily e Amber foram até o vagão da Grifinória pegar seu malão, pois o trem em alguns minutos iria chegar à estação.

― Vocês estavam chorando? - Perguntou Harry quando as meninas entraram.

― Não, foi só a Amber, ela é tão boba que às vezes me emociona sabe - Disse a menina.

Amber que estava ao lado riu.

― Potter, me dá seu endereço para a gente te visitar - Disse Amber.

― Claro - Harry puxou uma folha de papel e uma pena da bolsa e começou a escrever, depois deu a Amber o papel com seu endereço, e assim o menino tornou a guardar as coisas na bolsa... - Mas não sei se vai ser uma boa ideia, meus tios são... Bem...

― Trouxas da pior espécie - Completou Amber.

E então, aos poucos o trem começou a para, até que em alguns instantes estava completamente parado na estação. Emily e Amber olharam pela janela para tentar encontrar seus pais, quando os reconheceram ao lado de Lúcio e Narcisa Malfoy.

As duas meninas saíram do trem atordoadas. A raiva que Emily sentia de seus pais desaparecera, agora a curiosidade a matava.

Emily foi com Amber e Harry se despedir de Rony, Hermione, Gina, Fred e George.

― Mãe, pai, essa é Amber Pavlichenko e Emily Mcnold's - Disse Fred - Apontando para as garotas.

― É um prazer senhorita Pavlichenko e você também, senhorita Mcnold's - Disse o Srº Weasley

― Muito prazer meninas sou a Srª. Weasley.

― Muito Prazer - Disseram Amber e Emily ao mesmo tempo.

Os Mcnold's se encontravam conversando com Lúcio e Narcisa Malfoy, junto com o Srº e a Srª. Pavlichenko .

― Tom! - Disse Lúcio de repente - Aquela não é sua filha? Ali junto com os Weasley's? Junto deles até parece uma Weasley!

― Mas o que? - Tom se dirigiu em passos rápidos até onde estava Emily e a puxou pelo braço, e disse para a menina em um tom baixo e ameaçador ― Emily Brigtti Mcnold's quem disse que você pode falar com traidores de sangue e sangues ruins? - Perguntou o pai da menina furioso.

Tom puxou a filha dali e a levou para onde os outros estavam.

― Aquela não é Amber? - Perguntou Narcisa

― Sim, é - Disse Draco - Ela anda para cima e para baixo com a Granger - Disse Draco.

O Srº Pavlichenko andou até onde a filha estava e a puxou pelo braço também:

― Amber! Quantas vezes vou ter que dizer para você não andar com gente desse tipo? - Disse ele, e arrastou a menina de perto dos Weasley's.

― Ai! Tá bom pai, não precisava me arrastar desse jeito!

― Aaah! Precisava sim! Já lhe disse, não a quero com esse tipo de gente! Onde já se viu, andando com traidores de sangue, sangue ruins e o pior... Com Harry Potter, escuta aqui mocinha não quero vê-la com eles novamente ouviu?

― Tá bom... Tanto faz - Disse Amber fazendo bico.

― Fiquei sabendo que você fica para cima e para baixo com a tal Granger, não quero isso, ouviu?

― Ô mãe! Da um jeito no seu marido, por favor, ele tá me chateando... Esperai... Como você sabe disso? - Amber olhou para Draco - Draco... Você me paga...

― Não culpe Draco, ele fez muito bem em me contar! - Disse Paul o pai de Amber.

― Mãe!

― Querido já chega, Amber já entendeu.

― Draco, qual é o seu problema? Fofoqueiro! - Disse Emily mostrando a língua para o mesmo.

― Emily... Não faça isso, e se eu ficar sabendo que está andando com Potter e seus amiguinhos de novo... - Disse Tom irritado.

― Tom, Paul, é melhor ensinar bons modos a suas filhas - Disse Lúcio.

― Sabe Tom... - Começou Draco - Ela passa...

― Cala a boca seu babaca, Amber da um jeito no seu namorado... Ops...- Disse Emily ao perceber que tinha feito besteira em dizer que Draco e Amber estavam namorando.

― Como é? - Disse Narcisa e Paul ali ao mesmo tempo.

― Eu disse amigos... - Tentou completar Emily.

― Não... Você disse namorado - Disse Lúcio - Que historia é essa, Draco?

― É... Bem... Sabe como é né! - Disse o menino.

― Não, eu não sei como é me explica que eu não estou entendendo - Disse Lúcio.

― Exatamente explique. - Disse Paul.

― Er... Amber! Uma ajudinha aqui seria uma boa...

― Aaah... Não... Está divertido ver você se enrolar...

― Amber! - Disse o garoto indignado.

― Tá bom... - Disse a garota revirando os olhos ― Ué, a gente tá namorando mesmo, grande coisa não é?

― ...

Amber fez carinha de anjinho, mas nem Melanny e nem Paul mudaram a sua cara de desaprovação.

― Qual é o problema? Preferia que eu namorasse um Weasley? É isso? - Disse Amber encarando seus pais - Quem é a filhinha preferida do Paul e da Melanny? - Disse a garota fazendo graça.

― Amber... Você é a nossa única filha - Disse Melanny - E não, eu não iria preferir que fosse com um Weasley é só que...

― Melanny, os deixe, são adolescentes, não se lembra de quando você tinha essa idade? - Disse Narcisa.

― Mas... Ela ainda é meu bebê...

― Ah, mãe, qual é? Eu não sou mais um bebê.

― Owwoont... Bebê - Disse Emily rindo.

― Você não pode falar nada e o D'Lucca? Hein, Emi? - Disse Amber.

― Que D'Lucca? - Perguntou Tom.

― É sabe como é né pai... É meu amigo...

― Amigo que você beija? - Perguntou Draco.

― Filha da mãe, cala já essa maldita boca, Draco... - Disse Emily vermelha.

― Escapou - Disse Draco cinicamente, Amber pisou no pé do mesmo ― Aii, Amber!

― Eu se fosse você ficaria quieto... - Disse a garota.

― Emily quem é D'Lucca? - Perguntou Tom.

― Pai, larga de ser ignorante Daniel D'Lucca você conhece os pais dele - Disse Emily.

― Conheço? - Perguntou Tom.

― Claro que sim...

― Eu os conheço... Tom, são Sophie D'Lucca e Daniel Michael D'Lucca, trabalham para nós, não está lembrado? - Perguntou Paul.

― Ah sim... Michael, boa família... Mas... Como? Você não pode namorar... Você ainda é meu bebê - Disse Tom com cara de desaprovação.

― Ah pai já chega né!

― Querido já chega... Vamos embora para casa, Emily, Amber e Draco devem estar exaustos, afinal, Hogwarts não é nada perto - Interrompeu Anne.

― Querido, você viu os Perucci? - Perguntou Melanny a Paul.

― Ah! Sim, eles pegaram Catherine e disseram que iriam à frente.

Sendo assim, eles se encaminharam para fora da estação e lá fora uma limusine preta os aguardavam. Todos entraram no carro que em alguns segundos começou a andar.

E então começou.

Emily deu um soco em Draco.

― Aiii

― Seu fofoqueiro - Disse Emily.

― Emi para, tadinho... - Disse Amber acariciando o braço onde Emily deu um soco.

― Tadinho? Ele também te dedurou e você chama ele de tadinho?

― Depois eu cuido disso... - Disse Amber encarando Draco.

― Hey! Vocês parem já com isso - Disse Lúcio encarando os três.

O resto da viagem foi muito calma, o carro andou por algum tempo e depois de um bom tempo entrou em um condomínio fechado onde só haviam mansões (e todos naquele condomínio eram bruxos e bruxas ) Amber olhou pela janela e viu uma enorme placa preta com letras de ouro. Lá estava escrito: "Bem vindos a Les Demoiselles d'Avignon Hollow".
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