Beco Diagonal ― do seu jeito sempre
3 - Lá fora, Pijama, Draco...

Dois dias depois, Amber que haviam dormido na casa de Emily no dia anterior, acordou e olhou para Emily que já estava acordada.
- Emily, você está lendo? - Perguntou Amber que acabara de acordar.
- Claro! - Disse Emily.
- Bom... Eu tenho alguns livros lá em casa de magia negra se você quiser... - Disse Amber bocejando.
- Que legal! - Emily respondeu excitada - Quando eu posso pegar?
- Você é que sabe... - Disse Amber dando de ombros.
- Você fala como se fosse à coisa mais normal do mundo...
- E não é?
- Claro que não!
- O que você está lendo?
- Nada!
- Ah... Deixa-me ver... - Disse Amber puxando o livro da mão da menina - Hum... Marca Negra, interessante, mas espera aí... Você já tinha lido sobre isso? Tá afim de virar uma comensal?
- Não exatamente, mas seria legal - Disse Emily sorrindo - Imagina só...
- Sabe... Um dia serei uma... - Disse Amber brincalhona.
- Disso eu sei... - Disse Emily - Seu caráter não nega...
- Não sei não... Tenho minhas duvidas, sabe? Sem contar que você também já tem um pé lá...
- Eu sei... Papai é um, bem, eu acho que ele é um, lembra? Porque ele falaria com os Malfoy's? Sem contar que ele tem marca negra e você viu o jeito que ele ficou depois de a gente viu?
- Se seus pais são os meus também são...
- Para! Humm... Me dá meu pudim! - Interrompeu Catherine desacordada, e então Amber e Emily começaram a rir.
- Como ia dizendo, isso é pura lógica... Afinal eles andam junto e desde que Voldemort retornou ficaram mais próximos ainda... Ou melhor, desde que Tio Voldy retornou... Enfim... Temos praticamente o corpo inteiro para nós tornamos comensais...
- Gostei... Tio Voldy - Disse Emily ― É, nossa! Eu quero uma marca negra no braço ― Continuou Emily.
- Será... Que se conjurarmos a marca no céu ele vem? - Perguntou Amber pensativa.
- Amber, você não está pensando em... - Disse Emily, mas antes que ela terminasse a frase Amber pegou sua varinha e saiu correndo do quarto de Emily.
A menina desceu as escadas e lá estavam seus pais, os pais de Catherine, Os Malfoy's e os pais de Emily.
- Err... Amm... Bom dia! - Dissa Amber olhando para trás - Bom... Fui! - Amber saiu da casa dos Mcnold's e apontou a varinha para cima e disse:
- Mosmo... - Mas Emily e Draco a seguraram - O que? Qual é? Você também quer ver ele, não é? E espera aí... Vocês dois trabalhando juntos?!
- Er... Am... Bem... - Disse Draco - Mas o que você pensava que iria fazer?
- Conjurar a marca negra... Eu queria ver o Tio Voldy... E Emily que me disse como fazer - Disse Amber.
Draco virou-se para Emily.
- Você é louca? Está corrompendo minha namorada.
- Louca? Você não me chamou de louca, louco é você, seu loiro de farmácia, olha como você fala comigo pivete...
- Amber, o que é loiro de far... far... farláctia? - Perguntou o garoto.
- FARMÁCIA, que garoto burro... ― Disse Emily.
- Eu também não sei... - Nesse momento os pais de Amber saíram da casa de Emily, seguidos pelos outros adultos que lá estavam - Ô mãe... O que é loiro de farmácia? - Melanny olhou para Amber estranhamente e disse:
- Loiro falso, Loiro tingido, Loiro pintado, sabe? Quem não nasceu loiro mesmo... Mas onde você aprendeu isso? Isso é coisa de trouxas...
- Emi, não chame Draco assim - Disse Amber.
- E DAÍ? EU CHAMO ELE COMO EU QUISER - Disse Emily entrando novamente na casa e batendo com força a porta.
- Viu só o que você fez? - Disse Amber empurrando o braço de Draco.
- Eu? Ela que tá toda estressadinha... Aliás, por quê?
- E eu é que sei? Vá pedir desculpas!
- Não, vou não...
- Lúcio dá um jeito no seu filho - Disse Amber.
Lúcio olhou para Amber depois deu um tapa na cabeça de Draco e disse:
- Vá pedir desculpas!
- Por quê? Eu não fiz nada!
- Vá logo, Draco!
- Mas eu não sei onde ela está, e ela vai tentar me matar!
- Francamente, com medo de uma garota?
- Ela tentou matar Diggory - Disse o garoto.
Amber olhou para Draco.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH - E com isso saiu correndo.
- Mas... O que deu na sua filha Paul? - Perguntou Lúcio.
- Vou ver... - Mas nesse momento ouviram-se a voz de Emily e Amber.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH...
Todos entraram correndo na casa para ver o que havia acontecido. Os pais das garotas foram os primeiro a subir e entraram no quarto de Emily sem pensar duas vezes.
- Mas o que está acontecendo? - Perguntou Tom.
- Lá fora... Pijama... Draco... AAAAAAAAAHHH... Saiam daqui! - Gritou as garotas.
Paul e Tom voltaram para baixo.
- O que aconteceu? - Perguntou Draco.
- Lá fora, Pijama, Draco. - Disse Paul.
Lúcio deu um tapa na cabeça de Draco.
- Ai... O que eu fiz?
- Culpa sua! - Disse Lúcio - Vá pedir desculpas! Nós vamos sair, fique e cuide das meninas!
Draco subiu as escadas e abriu a porta do quarto.
- AAAAAAAAAAAAAAAAHH... Saiii - Disseram as garotas e então finalmente Catherine acordou.
- Humm... Que? Cedrico? Onde? - Disse ela.
- Eu vou matar você, Perucci - Disse Amber pulando em cima de Catherine ― Draco, vaza! Quero me trocar.
- Hum... Agora é que eu não saio mesmo - Disse o garoto.
- Se você não sair... Eu mesma te mato! - Disse Emily revoltada apontando a varinha para Draco.
- Tá bom - Disse Draco saindo de mau-humor.
- Pervertido esse seu namorado, hein? - Disse Catherine tonta - Onde está Cedrico?
- Aff - Disse Emily - Já sabemos que você quer ele e o pudim...
- Você quer pudim de que? - Debochou Amber.
- Que pudim? - Perguntou Catherine corando.
- Foi você que disse "Me dá meu pudim" - Disse Amber e assim ela e Emily começaram a rir.
- Aaaah... Eu não acredito que falei isso alto! - Disse Catherine se escondendo debaixo das cobertas - Eu estou morrendo de raiva da minha mãe e do meu pai... - Disse ela tentando mudar de assunto
- Por quê? - Perguntou Amber e Emily juntas.
- Por que eles querem que eu me torne uma comensal... E eu não quero!
- Ah... Queria que minha mãe e meu pai pensassem assim, eles não querem que eu chegue perto do Tio Voldy... Disseram que não queriam que sua única filha fosse uma comensal, mas eles podem, né? - Disse Amber fazendo cara feia.
- Mas eles estão me obrigando a estudar magia 24 horas por dia e isso é muito exaustivo, eu não consigo...
- Como assim não consegue?
- Você percebeu que minhas notas em feitiços são meio baixas?
- É, agora que você mencionou... É verdade... Mas por que isso?
- É, por que isso? Pelo que eu saiba os Perucci são excelentes bruxos, tanto é que seu pai é comensal... ― Disse Emily curiosa.
- É mesmo, mas você não era assim, pelo que eu me lembre... ― Disse Amber.
- Eu não era assim, mas quando eu tento fazer algum feitiço, digamos... Mais avançado, a minha cabeça dói muito... A última vez que tentei eu desmaiei e isso parece ter se agravado ao decorrer do tempo... Por isso que é exaustivo para mim.
- Nossa! ― Disse Amber e Emily perplexa.
- Mas não deve ser nada, eu já fui consultar um curandeiro, e ele teve a coragem de dizer que era frescura minha...
- Eu concordo com ele ― Disse Amber rindo... - Não há de ser nada.
- Nossa, Amber, voltando ao assunto de ser comensal, meus pais disseram a mesma coisa - Disse Emily fazendo cara feia.
- Mas como vocês sabem que seus pais são comensais? - Perguntou Catherine para as duas.
- Bom, é só ligar as coisas... Nossos pais estavam conversando com os Malfoy's e todo mundo sabe que eles são, depois também nos vimos a marca negra no braço de Tom... Bom, é o que eu acho - Disse Amber - Se bem que eles são da ordem...
- Vocês são loucas? ― Perguntou Catherine.
- Emily eu não sei, mas eu... Eu também não sei... ― Disse Amber confusa com as próprias palavras.
- Anda... Se troquem, vamos para casa de Amber - Disse Emily interrompendo a conversa.
Sendo assim, as três se trocaram, ficaram um pouco conversando e depois desceram.
- Draco, o que você ainda está fazendo aqui? E cadê os outros? - Perguntou Amber.
- Eles saíram... E me deixaram de babá... - Disse o garoto.
- Avá! - Disseram as três.
- Ô babá, vamos à casa de Amber, você virá ou ficará ai? - Perguntou Catherine.
- Vamos - Disse o garoto.
Os quatro andaram por certo tempo, quando chegaram à casa de Amber a garota abriu a porta, subiu as escadas e os três simplesmente a seguiram.
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