Beco Diagonal ― do seu jeito sempre
5 - Coincidência e Azar.

No dia seguinte, Amber acordou e olhou para o lado vendo Catherine e Emily que haviam dormido em sua casa. Emily já estava acordada, mas Catherine não.
- Ela já pediu por pudim? Ou por Diggory? - Perguntou Amber rindo.
- Ainda não - Respondeu Emily folheando o livro que Amber havia a emprestado.
- Está gostando do livro?
- Sim... É fascinante, não sabia que dava para fazer isso com uma pessoa.
- Emi... Vamos à casa do Potter hoje? Afinal, vamos ficar trancafiadas na sede da Ordem depois... Nossos pais não gostaram nenhum pouco do encontro de ontem...
- Vamos sim... Mas será que o tio e a tia dele são tão ruins quanto ele diz?
- Bem... Talvez sejam... Mas acho que podemos lidar com eles... Quero dizer... Não posso dizer que Catherine ficará feliz na presença de trouxas, mas você sabe muito sobre trouxas e bem... Meus pais têm negócios às vezes com tais e digamos que... Tenho certa experiência, já que às vezes sou obrigada a ir a festas e jantares... Mas duvido que sejam piores que os trouxas que conheci naquela festa que meus pais me obrigaram a ir.
- Ah, duvido que eles sejam tão ruins assim, afinal, você odeia trouxas...
- Esperai! Eu nunca disse que odeio trouxas, está me confundindo com a Catherine... Eu não gosto, mas também não odeio - Disse Amber e as duas começaram a rir - E aqueles trouxas eram horríveis... Tentaram me empurrar o filho gordo e feioso deles...
- Amber... Por que você está com o Draco? ― Disse Emily mudando bruscamente de assunto.
- Eu não sei... Sei lá, ele é meu amigo e gosta de mim - Amber colocou a mão no queixo e olhou para cima como se estivesse pensando - Sabe... Eu gosto dele... Mas como um amigo... Não gosto dele do jeito que ele gostaria...
- Então por que você está com ele? E Diggory sumiu de novo! - Perguntou Catherine sonolenta que acabara de acordar. ― Ops, eu preciso parar com isso...
- Ah... Ele é bonitinho... E pensei que assim ele pararia de me encher, mas eu sinto apenas amizade por ele... Espero que um dia ele entenda e me deixe em paz - Respondeu Amber.
- Então quer dizer que você não o ama? ― Disse Catherine bocejando.
- Amor? ― Amber riu - Não acredito que exista... - Quando Amber disse essas palavras Emily e Catherine a olharam com os olhos arregalados - O que foi? Só disse a verdade... Amor não existe... Exceto, é claro, amor de amizade ou de família, mas... Esse que você está falando... Duvido de sua existência.
- Amber, você tem noção do que está falando? - Perguntou Emily ainda em estado de choque - Vai me dizer que nunca se apaixonou... Ou nem se quer gostou de um menino de verdade?
- Sim, eu já me apaixonei... Mas amor? Não, nunca... Para mim esse tal de amor simplesmente não existe... E se existe... Bem, amor é para os fracos... E chega dessa conversa - Amber levantou-se e foi se trocar.
Quando voltou olhou para as meninas e disse em um tom muito baixo.
- Sabe... Eu brinco que quero virar uma comensal, mas de fato eu não sei que lado escolher... Quero dizer... Harry é nosso amigo e é legal com a gente... Não o quero morto, mas por outro lado também não quero morrer em uma guerra que não é minha...
- Essa dúvida também está me matando - Disse Emily.
- Eu sei... Pode parecer incerto ficar ao lado de Harry... Afinal, ele é apenas um garoto, como poderia vencer Voldemort se não consegue nem nos vencer em seus duelos, feitiço, notas... Mas o que está escrito, está, e eu de alguma forma confio em Harry - Disse Catherine.
Amber e Emily a olharam surpresas, mas não disseram nada.
Mais tarde depois que as garotas haviam se trocado, tomaram café da manhã, conversado um pouco e decidiram que iriam fazer uma visitinha para Harry.
Amber pegou o endereço e desceu as escadas.
- Ótimo! Meus pais saíram... Emi, é melhor você ficar com isso - Disse Amber entregando o papel para Emily.
As garotas saíram da casa de Amber e andarão até a entrada de Les Demoiselles d'Avignon Hollow.
Quando saíram do condomínio, Emily as levou até um ponto de táxi. As três entraram no carro e Emily entregou o papel para o motorista que o leu e depois devolveu para a mesma.
O carro andou por um tempo e as meninas acharam melhor não falarem muito, pois o motorista trouxa acharia estranho ouvir três garota falando sobre Hipogrifos.
- Chegamos - Anunciou o motorista.
Emily deu o dinheiro para ele e Amber e Catherine olharam para o dinheiro com uma certa curiosidade.
O táxi foi embora.
- Emi, o que era aquele papel que você deu para o motorista? - Perguntou Amber.
- Dinheiro trouxa... - Respondeu a menina como se aquilo fosse óbvio
- Credo, eles são mesmo sem criatividade... Usar papel como dinheiro? Que bugre! - Disse Catherine.
- Concordo... Emi, onde que é a casa do Potter? - Perguntou Amber olhando para os lados.
- Bom, deixe-me ver... Rua dos Alfeneiros casa número quatro - Disse Emily apontando uma casa.
A casa de número quatro era ampla e quadrada, com um pequeno muro na frente do jardim, canteiros de flores e uma estufa.
- Esse lugar fede a trouxas! - Disse Catherine se fazendo de enjoada.
Ela e Amber riram, mas Emily balançava a cabeça negativamente.
- Vamos - Disse Ambas puxando Catherine.
As garotas foram para a casa número quatro.
Quando chegaram, Emily tocou a campainha e uma mulher loura, com pescoço quase duas vezes mais comprido que o normal e olhos cinza abriu a porta.
Amber arregalou os olhos e deu um passo para trás, enquanto a mulher a olhou com um ar de surpresa.
- Tem certeza que é o endereço certo? - Perguntou Amber baixinho.
- Sim, por quê? O que foi, Amb? - Perguntou Emily no ouvido da amiga.
- Lembra aqueles trouxas que te falei que conheci na festa lá, que meus pais me fizeram ir? Então... - Respondeu a garota em um tom que Petúnia não ouvisse.
- Olá, SrªDursley... - Disse Amber cinicamente.
- Olá... Amber, não é mesmo? - Disse Petúnia.
- Sim...
- Entrem, por favor - Disse Petúnia educadamente.
As garotas entraram.
― Então, o que a trás aqui? Veio me trazer algo de seus pais? Ou veio ver Duda?
- Nenhum dos dois... - Respondeu Amber educadamente.
- Então o que trás você e suas adoráveis amigas até aqui? - Perguntou Petúnia, mas antes que a garota pudesse responder alguém desceu as escadas e quando chegou ao campo de visão das garotas as três puderam ver que era Harry.
As garotas sorriram para o garoto que as olhou com um olhar de surpresa.
- Garoto, já para cima! Não vê que estamos conversando? Que falta de educação, puxou para os pais... Me desculpem garotas, esse é meu sobrinho... Ele é meio perturb...
- Olá, Potter! - Disse Amber interrompendo Petúnia que a olhou espantada.
- Oi, Harry - Disse Emily e Catherine.
- O que vocês estão fazendo aqui? - Perguntou o garoto surpreso.
- O que é isso, Potter? Onde estão seus modos? Também estou feliz em ver que você está bem - Disse Amber com a voz carregada de sarcasmo - E eu disse que a gente viria, achou que estávamos brincando?
- Bem... Não pensei que realmente viriam...
- Espere um minuto! Vocês se conhecem? - Perguntou Petunia estupefata.
- Sim - Respondeu Amber levantando a sobrancelha.
- Então você também é... Am... É... Anormal? - Perguntou a tia de Harry.
Catherine ia se levantar, mas Emily a segurou, Harry olhou como se já esperasse aquilo e Amber respirou fundo.
- Bem, se quer saber se sou uma bruxa como seu sobrinho, sim, eu sou e meus pais também são - Respondeu Amber seca, mas educada - Aposto que eles ficarem surpresos em saber o que você pensa de nós! - Continuou a garota com a voz carregada de sarcasmo.
- Não! - Disse Petúnia - Eu não quis... Desculpe-me... Mas não conte a seus pais não podemos perder esse negocio...
- Vejo que a família Pavlichenko ainda tem muita influência sobre os trouxas... Negócios... Sempre esses benditos negócios - Disse Amber fazendo um gesto suave e elegante ― Ah, não as apresentei devidamente, estas são Emily Mcnold's e Catherine Perucci.
- Mcnold's? Perucci? - Disse Petúnia arregalando ainda mais os olhos.
- E as famílias Mcnold's e Perucci também são anormais ― Disse Amber com certo rancor - Não quero ser grosseira... Mas podemos conversar com Harry a sós?
- Já estava na hora... Mal nos conhece... Tinham que ser trouxa e bugres... Que lástima! ― Disse Catherine murmurando.
- Ah... Cla... Claro - E então a tia do menino saiu da sala.
- Que azar... De tantos trouxas por que seus tios tinham que ser eles? - Perguntou Amber.
- Eu me faço essa pergunta há anos, mas você os conhece? - Perguntou Harry e então Amber contou para ele sobre a festa que seus pais a fizeram ir.
- É muito coincidência - Disse Emily.
- Não, isso é azar... - Disse Amber.
Harry e as garotas ficaram horas conversando e então perceberam que havia ficado tarde e as garotas voltaram para Les Demoiselles d'Avignon Hollow.
Chegando lá, cada uma foi para sua casa.
Quando Amber chegou, olhou para os lados.
- Mâe? Pai? - Chamou a garota, mas ninguém veio ao seu encontro - Pra variar eles não estão... - Disse a mesma baixinho.
Amber subiu as escadas e viu a porta do quarto de seus pais aberta "Será que eles estão lá?" pensou a garota e então entrou no quarto e em cima da cama havia um caderno, Amber o pegou e viu que não era um caderno e sim um álbum a garota o abriu e bateu o olho na primeira foto. Na foto havia uma mulher com cabelos dourados, e seus olhos eram azuis, e assim como Amber, a mulher tinha a pele mais clara que as pessoas normais. Ao seu lado, havia um homem branco, mas não tão branco como a mulher, seus cabelos eram negros e seus olhos eram verde esmeralda. Os dois eram lindos e sorriam.
Amber ficou certo tempo os observando, quando ouviu um barulho no andar inferior, fechou o álbum e foi ver o que era.
Quando chegou às escadas, viu seus pais.
- Mãe! O que é isso? Quem são? - Perguntou Amber inocentemente.
Sua mãe arregalou os olhos e tomou o álbum bruscamente da mão de Amber.
- NUNCA MAIS MEXA NISSO! - Gritou Melanny.
Amber deu um passo para trás olhou para sua mãe assustada.
- Mas... - Tentou Amber.
- SEM MAS... NÃO QUERO QUE MEXA NISSO NOVAMENTE, ESTÁ OUVINDO? - Disse aos berros a mãe de Amber.
- Ótimo! - Disse Amber saindo da casa e batendo com força a porta.
A garota caminhou por algum tempo para esfriar a cabeça "O que deu na minha mãe? ela deve estar ficando louca! Ela nunca fica brava... Por que será que ficou daquele jeito? Por causa de um álbum idiota? Que tolice!" Pensava Amber andando sem rumo e com os cabelos vermelhos vivos. Quando a garota se acalmou percebeu que havia se perdido "Ótimo! está escuro e eu estou perdida" Pensou ela quando:
- Hm... O que temos aqui? Quem é está belezinha? - Disse um garoto que havia entrado em sua frente.
O garoto era alto, atlético, loiro, bonito e tinha os olhos verdade acinzentados.
- Não tenho tempo para você! Então faça um favor a si mesmo e saia do meu caminho - Respondeu a garota secamente.
- Hm... É arisca... Adoro garotas ariscas... - Disse o garoto a medindo e tentando passar a mão no cabelo de Amber, mas a mesa deu um passo para trás, porem o garoto insistindo e tentou pegar no braço da garota, entretanto a mesma foi mais rápida.
- Se tocar um dedo em mim garanto que será a última coisa que fará em sua vida! - Disse Amber com raiva olhando com ódio para o garoto.
E pelo jeito como ela o olhava qualquer pessoa normal sairia correndo dali no mesmo instante.
- Não é assim que as coisas funcionam - Disse ele com um sorriso maldoso - Vamos nos divertir um pouco!
- Que nojo! Vá se tratar... - E então o garoto conseguiu pegar no braço da menina ― Ei! Me larga! ― Disse Amber indo pegar sua varinha com a outra mão.
- Larga ela, Max! - Mandou uma voz conhecida.
Max a soltou e Amber virou instantaneamente.
- Diggory... - Disse ela com ódio.
- Olá, Amber - Disse Cedrico - Está perdida?
- Não é da sua conta!
- Cedrico, por que você sempre estraga tudo? Queria saber onde está meu amigo que gostava de fazer essas coisas - Disse Max irritado.
- Eu já disse! Eu mudei! Amadureci! Diferentemente de você que sempre será um imaturo - Respondeu Diggory - E Amber sua casa e por lá - O menino apontou em uma direção.
Amber o encarou.
- Eu sabia... Eu sei muito bem onde eu estou... Não preciso de sua ajuda. - Disse ela mal-educada - E controle seu amiguinho problemático, dá próxima vez não serei tão boazinha assim e farei ele se juntar ao basilisco de Julietta - Amber começou andar na direção em que Cedrico havia apontado.
Depois de algum tempo ela chegou em casa, subiu as escadas e foi dormir, pois no dia seguinte iria para a Sede da Ordem.
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