Beco Diagonal ― do seu jeito sempre
12 - Posso sair da sala?

No dia seguinte, Arthur corria desesperado pelos corredores, pois estava atrasado para a sua primeira aula, sim, Arthur, Dymon e Cedrico estavam em Hogwarts, pois coincidentemente os três entraram juntos na escola e atrasados, isso quer dizer que tinham 18 anos no 7º ano e com exceção de Cedrico, os outros dois haviam sido transferidos de Blanc de la Vallière, que ficava na Finlândia. Apesar de ser uma escola pouco conhecida, era de elite, os pais de Arthur e Dymon queriam que eles estudassem lá, esse foi um dos motivos pelo atraso dos garotos, mas esse ano decidiram mandá-los para Hogwarts, para protegerem suas irmãs.
Arthur entrou na sala de Snape sem bater na porta, e isso era algo que uma pessoa em sã consciência jamais faria.
- Nos desculpe o atraso... Nós estávamos... Er... Bem... - Disse Arthur Perucci todo amarrotado, com a camisa meio desabotoada, com o pescoço vermelho, a gravata mal colocada e o cabelo desarrumado.
O menino havia chegado à aula atrasado junto com uma garota que estava nas mesmas condições que ele, e não conseguia pensar em uma desculpa convincente naquele momento, mas antes que pensasse Snape o interrompeu.
- Poupe-me de suas desculpas sem escrúpulos, Perucci! Os dois estão de detenção! Encontro-os as oito em ponto! Não sei como deveria ser em Blanc de la Vallière, mas aqui quero que saiba que eu não tolero atrasos em minhas aulas - Disse Snape ríspido.
- Hm... Então eu vou me divertir ainda mais... - Disse Arthur baixinho, mas não adiantou, pois Snape o ouviu.
- Garanto que sim... - Disse Snape com a voz carregada de sarcasmo e com um olhar maléfico, enquanto todas as garotas olhavam hipnotizadas para Arthur e Dymon, pois ambos eram bonitos, inteligente e os melhores alunos daquela sala - E espero que não atrapalhe mais a minha aula, Perucci, diante de seu atraso eu o colocaria para fora de minha sala, mas creio que se assim eu o fizer, o Srº irá se divertir mais, então sente-se e fique até o resto da aula com a boca fechada - Continuou o professor o encarando - E saiba que eu não tolero atrasos em minhas detenções, caso se atrase, saiba que as consequências serão piores... Bem, parece que começamos o ano com o pé direito. - Por fim terminou Snape com um olhar maléfico e ameaçador.

(...)

Amber caminhava tranquilamente pelos corredores quando ouviu:
- Olha aqui, pivete, não pense que só por que você está aqui que você pode fazer o que quiser... Faça o favor de não chegar perto de mim... - Disse a voz de Draco.
- Escuta aqui você... Eu faço o que eu quiser e o que bem entender e não vai ser você nem ninguém que vai mandar em mim! - Disse a voz de uma garota, mas não era só isso, Amber conhecia aquela voz de algum lugar "Não pode ser..." Pensou a menina.
- Pouco me importa o que você faz ou deixa de fazer! Eu só estou lhe avisando para não ficar perto de mim! - Disse Draco claramente irritado.
- O que está acontecendo aqui? - Perguntou Amber que acabara de entrar pelo corredor onde estava Draco e outra garota - Mas... O que? Sua... Sua... O que faz aqui? Está me seguindo, sua psicopata?
- Amber... Você não teria tanta honra para isso... - Disse a garota.
Amber sorriu.
- Aé? Você é que não teria tanta honra a ponto de me seguir, é muito para você, não é mesmo? Sabe, Joanne, você nunca passou de uma invejosa arrogante! Cuidado viu? Inveja dá rugas e se você ficar com rugas lamento que ficará mais feia que o normal... - Debochou Amber e então Joanne ferveu e tentou avançar para cima de Amber, mas Draco a segurou, enquanto Amber não moveu um músculo sequer.
- Mas o que está acontecendo aqui? - Perguntou Draco muito confuso.
- Eu já conheço Joanne de Beauxbatons... - Disse Amber - E você a conhece da onde? Pelo sobrenome posso dizer que são parentes...
- Ela é minha irmã gêmea... - Disse ele.
- Draco! Me larga! - Disse Joanne.
- Ah... Draco... Meus pêsames, ninguém merece uma irmã tão invejosa como ela... Bem, eu se fosse você, viria comigo se não vai se atrasar para a aula de defesa contra as artes das trevas. - E assim Draco soltou Joanne e seguiu Amber.
Depois de alguns minutos que entraram na sala a aula começou.
(...)
Alguns dias haviam se passado e Amber começou a achar que Dumbledore a estava seguindo. Neste momento, a menina estava na sala de aula quase dormindo com toda aquela chatice "Quem ela pensa que engana? Ela é uma piada como professora, nem sabe o que está fazendo... Onde já se viu? Não usar a varinha? Francamente!" Pensava Amber entediada até que ela ouviu Harry conversar com Dolores sobre o zelador trouxa de um cemitério que foi morto por Tio Voldy e blá, blá, blá.
Amber entediada levantou a mão e então todos se assustaram, afinal, por que ela defenderia Harry? Bom, pelo menos era o que todos pensaram que ela iria fazer.
- Potter, detenção! - Disse Dolores para Harry depois se virou para Amber ― Sim, Srtª? - Continuou ela.
- Pavlichenko - Disse Amber sorrindo - Posso sair da sala?
- Por quê? Está passando mal? - Perguntou a Professora.
- Não... É que não gosto mesmo da sua aula... - Disse Amber com um sorriso cínico enquanto muitos murmuravam "Eu não acredito que ela falou isso" E Catherine e Emily sorriam.
- Como é que é? - Perguntou a professora perplexa.
- Isso mesmo que a Srª ouviu. - Disse Amber entediada.
- Pois bem... A Srtª Pavlichenko, também está de detenção.
- Mas posso sair da sala? - Insistiu Amber.
- Ah! Claro, venha até minha mesa... Potter, você também! - Assim Umbridge entregou a Harry e Amber uma carta - Srtª Pavlichenko, entregue isto ao professor Snape... E o Srº Potter, entregue isto a professora Minerva.
- Claro que sim... Obrigada, querida professora - Disse Amber com a voz carregada de sarcasmo e com um sorriso cínico.
Ao saírem da sala Amber olhou para Harry e disse:
- Da pra acreditar nessa velha maluca? Não iremos aprender nada... Não que eu precise, mas os pais de Emi não a ensinaram como os meus... Estou vendo que ficarei de professora da Emi de novo... - Disse Amber torcendo os lábios e indo rasgar a carta que Dolores havia lhe dado, mas Harry segurou sua mão.
- O que pensa que vai fazer? - Perguntou ele.
- Rasgar!
- Não faça isso... Se fizer as coisas ficaram piores...
- E eu com isso? - Perguntou Amber despreocupada.
Harry ficou a encarando.
-Tá bom! O santo, Potter! - Continuou ela se encaminhando para a sala de Snape.
Ao chegar ao local, Amber bateu na porta.
- Entre - Disse a voz de Snape.
Quando Amber entrou, percebeu que Snape não estava sozinho, Dumbledore estava no local.
- Srtª Pavlichenko, o que você faz aqui? - Perguntou Snape erguendo a sobrancelha.
- Ah! Sim! A cara de sapo... Quero dizer... A profª Umbridge me mandou entregar isto a você. - Disse Amber sorrindo para Snape e Dumbledore.
Snape pegou o envelope, o leu e olhou para Dumbledore com um olhar sugestivo.
- Olha, senhorita Pavlichenko, é realmente uma surpresa vê-la em detenção, porém há uma primeira vez para tudo, não é? - Disse Snape.
- Na verdade essa é a segunda... - Disse Amber.
- Detenção? - Perguntou Dumbledore parecendo preocupado.
- Sim, Dumby... - Disse Amber ainda sorrindo - A aula dela dá mais sono que a aula de História da Magia... Ela é uma piada ensinando...
- Srtª - Advertiu Dumbledore ― Sim, eu sei que Dolores não é estruturada para dar aulas... Mas infelizmente o ministério a quer aqui.
- Se o Srº diz... - Disse à garota que não parava de sorrir - Mas quero que saiba que se ela usar métodos medievais comigo em sua detenção não serei tão boazinha... Sabe, Lilith iria adorar esticar a cauda!
- Métodos medievais? - Perguntou Dumbledore.
- Mantenha aquele bicho preso lá embaixo. - Disse Snape.
- Brincadeirinha... - Disse Amber evidentemente mentindo ― Bem, eu ouço histórias, sabe...
- Que métodos? Ficarei interessado em saber que métodos são esses, Amber... - Disse Snape.
- Bem... Eu fiquei sabendo que ela anda mandando os alunos escreverem com uma pena que não precisa de tinta... Digamos que ela escreve com o sangue da pessoa e fica uma marca horrível em sua mão... - Disse Amber.
- Penas sem tinta? - Disse Snape que ao mesmo tempo riu - Bom... Dumbledore o ministério ficará interessado nisso, não é?
- Creio que por hora não teremos como provar tal coisa... - Disse Dumbledore - Pode ir, Srtª Pavlichenko - A garota assentiu, saiu da sala de Snape e começou a andar pelos corredores quando ouviu:
- Como assim você não me quer mais? - Disse a voz de uma garota.
- Olha... Eu... Am... Bem... Não gosto de me prender a uma só garota, se é que você me entende... É... Megan... Se você quiser nós poderemos ficar novamente, mas sem compromisso. - Disse a voz de Arthur
- O meu nome é Melissa! - Disse ela chorando - Você realmente não presta! - Melissa deu um tapa no rosto de Arthur e saiu do local, enquanto Amber ficava parada no corredor apenas observando a cena.
- Amber... - Disse Arthur massageando o local aonde havia levado o tapa - O que faz aqui, meu amor?
- Você é nojento, sabia? - Disse Amber o olhando com nojo e saindo do corredor.
À noite quando chegou à sala de Dolores para sua detenção a professora tentou fazer Amber escrever "Não devo ser grosseira com os professores" Mas Amber não a obedeceu.
- Eu não vou escrever com essa maldita pena! - Urrou a garota.
- A é? Então terei que expulsa-la da escola!- Disse Umbridge.
- Tente a sorte! - Desafiou Amber.
- Acha que eu não tenho coragem?
- Nunca disse que não tem coragem, apenas a mandei tentar a sorte!
- O que é? Acha mesmo que eu não consigo? - Perguntou Dolores enquanto Harry só ficava observando o "cerco pegar fogo".
- Como eu disse... Tente a sorte! Sabe, Dolores... O tio Cornélio ficará muito feliz em saber que você tentou usar isto em mim... - Disse Amber mostrando a pena. ― Sabe, Cornélio não é meu tio, mas faz questão que eu o chame assim, sabia? Ele me conhece desde que eu era um bebê, então acha mesmo que conseguirá algo?
- Ora... Sua... - Umbridge estava sem palavras e então Amber pegou uma xícara de chá olhou para Dolores a desafiando.
- Sabe... Belo carpete - E assim Amber derrubou o chá no carpete de Umbridge. - E saiba que se tentar usar está pena novamente comigo... Bem, se meus pais não a matarem, eu terei o enorme prazer de assim fazê-lo... Boa noite e passar bem! - Dizendo isso Amber retirou-se da sala de Umbridge.
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