Beco Diagonal ― do seu jeito sempre
7 - Angústias

Astoria evitou tocar no assunto do retorno de Blaise, com receio de se trair e acabar falando demais. Providenciou todo o necessário para ambos irem ao evento, mas não fez perguntas ou comentários, exceto quando Draco resolvia conversar a respeito.

Entrementes, a data do quinto ano de casamento dos dois se aproximava. Astoria desejava desesperadamente realizar o que tinha dito no 4° aniversário de casamento, embora soubesse que nada podia fazer a respeito, a não ser torcer pela sorte. E às vésperas do dia, ela estava deprimida por não ter conseguido realizar o sonho do marido.

Ele, por sua vez, se mostrava mais romântico do que o esperado. Procurou a esposa e vendo sua expressão entristecida, deitada em seu quarto e entediada, questionou-a:

-Por que tão triste? Aconteceu alguma coisa?

Sem encará-lo ela respondeu:

-Não. Não aconteceu nada. Este é o problema.

Draco já sabia do que ela estava falando.

-Astoria, ficar lamentando não vai adiantar nada.

-Sei disso. O que resolveria o problema seria um tratamento, mas como você não quer, não temos nada que tratar a respeito.

Draco deitou-se ao seu lado, tentando manter a serenidade e ser compreensivo.

-Sei que você está incomodada, meu bem, mas para mim a espera não é mais cômoda. Vai acontecer. Temos que ser pacientes.

Sem disposição para discutir o assunto, Astoria virou as costas para ele com um forte suspiro. Em vez de se afastar, Draco a abraçou, ficando de "conchinha" com ela. Astoria não estava muito a fim de romance, mas não pôde evitar que um sorriso perpassasse seu rosto e automaticamente se aconchegou no corpo do marido.

-É uma pena você estar tão chateada ― Draco falou bem no ouvido dela, com uma voz sensual que a deixava completamente desarmada. ― Eu vim te contar o que preparei para nosso o quinto aniversário de casamento.

-É mesmo? ― interessou-se a mulher, animada. ― E o que você planejou desta vez?

Ela ouviu o riso dele em seu ouvido segundos antes da resposta. Um arrepio percorreu-lhe o corpo.

-Vamos passar o dia em um iate, em alto-mar. Só nós dois. Já pensou, eu e você, aquele marzão, um céu maravilhoso, e só nós navegando e fazendo amor...

Astoria virou-se para olhar Draco, um sorriso enorme enfeitava seu rosto.

-Você é incrível, sabia?

Ele respondeu com um beijo de tirar o fôlego.

Assim, dias depois, os dois embarcavam num luxuoso iate alugado por Draco para que comemorassem seu quinto aniversário de casamento. Astoria estava radiante. Draco parecia imponente ao lado da esposa, igualmente feliz pela passagem da data.

Draco observava o mar à frente, com Astoria abraçada às suas costas, beijando-o de tempos em tempos atrás das orelhas. Ele sorria divertido.

-Para com isso, mulher. Fica me provocando e aí não vamos chegar onde queremos.

Ela sorria e respondia com mais beijos.

Na verdade, o iate estava enfeitiçado, por isso não precisavam se preocupar com a rota ou obstáculos. Só precisavam decidir onde parar. Eles navegaram por vários minutos até chegar num ponto em que, ao longe, avistavam a praia de Brighton.

Após algum tempo, Astoria dirigiu-se à pequena piscina que havia na popa do iate. Instantes depois, Draco fez a embarcação parar e foi ao encontro da esposa.

-Você gosta mesmo de sol, não é?

-Gosto, claro! Sol é vida! ―Exclamou Astoria, submergindo na piscina.

Draco sorriu. Foi até a beirada e observou o mar por alguns instantes. Astoria emergiu e o viu bem na ponta do iate, o que a assustou.

-Meu bem, saia daí! Você pode cair!

Ele olhou para ela, surpreso.

-Eu sei nadar, Astoria. Se eu cair, não há problema. Mas não vou cair, pois o iate possui um feitiço protetor. É uma espécie de campo de força. Não dá para cair daqui, a não ser que se pule com vontade de cair na água.

Astoria sorriu, curiosa.

-É mesmo?

-Sim. Venha cá. Eu lhe mostro.

Ela saiu da piscina, vestida com um biquíni marrom que a deixava muito elegante. Chegou perto de Draco, esperando que ele lhe mostrasse o tal feitiço. Então ele disse:

-Você pode se encostar no nada e vai ver que não cai. Tente!

Astoria o encarou, insegura.

-Isto é assutador, Draco. Eu não sei nadar muito bem. E se eu cair?

-Não vai cair, eu lhe asseguro.

Ela olhou para o mar, o medo deixando sinais claros em seu rosto. Voltou a olhar para o marido, assustada. Então ele disse serenamente:

-Não confia em mim?

-Confio ― a voz dela saiu num murmúrio.

-Então faça o que estou dizendo. Pode tentar, sem medo! Pode confiar. Se acaso cair, eu pulo e pego você.

Astoria sorriu levemente, ainda com medo. Virou-se de costas para o mar, abriu os braços e foi andando para trás. Já estava a milímetros da beirada quando sentiu seu corpo ser contido por uma barreira invisível. Sorriu. Draco respondeu com outro sorriso.

-Eu não disse que podia confiar em mim?

Ele estendeu a mão, não querendo tentá-la por mais tempo, e a puxou para um beijo apaixonado. Logo suas mãos estavam nas costas de Astoria, desamarrando seu biquíni. Ela ofegou.

-E se alguém estiver olhando? ― indagou.

-Vão ver que somos muito bons nisso. ― Ele sorriu com ar sensual. Astoria também sorriu e entregou-se a ele com toda a paixão.

Sentiu suas mãos tirando seu biquíni e logo depois despindo o resto do pouco que vestia. Logo ele também estava despido e beijava seu corpo ao mesmo tempo com carinho e desejo, arrancando-lhe suspiros de satisfação.

Ela o enlaçou com suas pernas e sentiu sua mão acariciando-lhe o seio, o toque forte de sua mão negra em seus seios rosados, sua pele alva em contraste com a pele de ébano dele, seus lábios carnudos agora lhe acariciando o corpo, seu cabelo crespo em contato com seus braços...

Céus! No que ela estava pensando?

Astoria ofegou fortemente e se afastou de Draco, envergonhada.

-O que houve? ―Ele perguntou, tentando conter a irritação pela interrupção.

-Enjoo. ―Mentiu a mulher. ― Preciso ir ao banheiro.

Ela correu até o banheiro e apoiou-se na pia, respirando com força. O que fora aquilo? No que andara pensando enquanto o marido lhe acariciava? Sabia muito bem o que era, ou melhor, em quem inconscientemente estivera pensando. E não podia deixar tais pensamentos se formarem.

-Não posso permitir estas ideias. ― murmurou. Lavou o rosto, ajeitou os cabelos, escovou os dentes para disfarçar e se cobriu com um robe. Antes de sair fechou os olhos e sem falar, mas movimentando os lábios, disse: "Zabini é passado. Meu marido é Draco Malfoy e eu sei muito bem o que sinto por ele." Repetiu algumas vezes, suspirou e foi até o marido.

Draco ainda estava à beira da piscina, agora com um copo de firewhisky na mão: sinal de sua insatisfação, pois sempre bebia quando sua mulher se recusava a fazer amor. Astoria percebeu que teria que seduzi-lo se não quisesse pôr a perder aquele momento maravilhoso.

O homem percebeu que ela estava de volta e sem encará-la perguntou: "Está melhor?".

-Estou ― ela respondeu de pé na passagem entre o interior do iate e a popa. ― Foi só um mal estar passageiro. É o balanço do mar.

-Tem certeza de que é passageiro? Porque se quiser, podemos voltar para terra firme - Draco informou, sua voz tomada por insatisfação.

-Não quero voltar. ― ela contestou, categórica. - Quero ficar aqui com você enquanto o sol estiver sobre nós. Ou enquanto aguentarmos. ―Ela sorriu com malícia.

Draco devolveu o sorriso e levantou-se, também vestindo um robe. Deixou o copo no chão e entrou no iate, levando Astoria consigo.

No interior da embarcação, começou a beijá-la e despiu-a do robe. Ela fez o mesmo com ele. Então deitaram-se sobre um tapete e começaram a se amar apaixonadamente.

O sol, o barulho do mar, o canto das aves, o céu azul, tudo parecia contribuir para que não fosse apenas mais uma relação: tudo transformava aquele momento em uma espécie de quadro, em que Draco e Astoria eram as figuras principais e a natureza esplendorosa os emoldurava.

Draco diminuiu os movimentos frenéticos que vinha fazendo, querendo que o momento se estendesse um pouco mais. Beijou Astoria longamente e depois a encarou, olhando bem no fundo dos seus olhos. Ao ver os olhos cinzentos do marido perfurando os seus, Astoria não resistiu e deixou escapar algo que há muito tempo sentia e nunca tivera coragem de dizer:

-Eu amo você, Draco.

Ela sentiu o corpo de Draco enrijecer, como se ele tivesse se assustado. Com um olhar surpreso ele perguntou:

-O que você disse?

Ela sorriu abertamente e repetiu:

-Eu te amo.

Draco a beijou apaixonadamente por tanto tempo que ela teve dificuldade para respirar. Intensificou seus gestos e movimentos até que ela estivesse exausta de prazer. Ao terminarem, os dois sentiam-se próximos e apaixonados como nunca antes haviam se sentido, sorriam felizes, se abraçavam buscando no outro carinho e ternura depois de se entregarem tão intensamente.

Mas, percebeu Astoria, apesar de tudo isso, Draco não respondeu a sua declaração de amor.

-Fui burra! ― Lamentava-se Astoria, conversando com Daphne, que estava de volta ao país e ouvia seu desabafo.

-Pare de se torturar, mulher. ― contestou Daphne. ― Você o ama e verbalizou isso. Não tem que ficar se culpando.

-Ah, Daphne! Você não vê? Agora estou nas mãos dele!

-Como assim?

-Agora ele sabe dos meus sentimentos e pode jogar com isso. Sabe que eu o amo e não vou desistir dele facilmente.

-Não diga bobagens! Ele é seu marido! Por que você desistiria dele?

Astoria a encarou irritada:

-Eu poderia cansar de esperar que ele me desse um filho, não? Mas agora ele já sabe que não, que vou esperar a boa vontade dele, afinal, o amo... Burra, burra, mil vezes burra!

-Foi assustador.

-O que exatamente o assustou? Já estão casados há cinco anos! O que ela pode ter feito para deixá-lo tão cismado?

-Eu não esperava por isso. Sei que ela gosta de mim, mas achava que era por eu cuidar dela, por protegê-la. Quando ela me olhou daquele jeito e disse aquilo...

-O que foi que ela disse, afinal?

-Ela disse que me ama.

Theodore Nott deu um suspiro exasperado.

-Esse drama todo só por isso? Deixa de ser babaca! Todo mundo já tinha percebido que ela te ama. E por que isso te preocupa tanto? Deveria era ficar feliz!

-Eu sei, cara, mas é que ouvi-la dizendo tornou tudo mais... Definitivo. Como se estivéssemos ligados para sempre. Como se eu tivesse que tratá-la com mais cuidado, sabe?

Theodore riu.

-Acho que é disso que se trata cara. Mas então, o que você respondeu?

-Nada.

-Nada?

-Nada.

Draco refletiu por alguns instantes.

-Será que ela ficou chateada?

Theodore encarou Draco tendo no rosto a expressão de quem encara o maior idiota do mundo.

-Ela é uma mulher, Draco. Sabe esses seres que choram à toa? Que se emocionam por tudo? Que se magoam com facilidade? Então. Ela solta um eu te amo enquanto fazem amor, você não diz nada e ainda duvida que ela tenha ficado chateada?

Draco mordeu o lábio, pensando.

-Fiz merda, né?

Theodore riu.

-Depende. Se não a ama, pelo menos não a enganou. Mas, se a ama, devia ter correspondido. E agora? O que você sente por ela? Se ela te perguntasse agora, qual seria a resposta?

Draco respondeu de modo evasivo:

-Sei lá. Essa resposta nem eu sei.

Certo dia, Astoria saiu às pressas de casa e voltou animada. Narcisa indagou o porquê de ela estar tão eufórica e ela respondeu que depois contaria. Subiu para o quarto e não foi mais vista fora dele.

Algum tempo depois, Draco chegou do trabalho e a encontrou no banheiro da suíte. Ela se assustou com a presença dele.

-Draco! ― Ela virou-se de costas para a pia, escondendo algo atrás de si. ― Como você entra assim, sorrateiro? Quer me matar de susto?

O homem não deu a menor atenção às palavras dela: havia notado sua voz embargada e seu rosto inchado.

-O que houve, meu bem? ― indagou calmamente.

Ela forçou um sorriso.

-Nada. Por quê?

-Você andou chorando?

-Não. ― respondeu tolamente a mulher. ―Acho que estou gripada. Talvez esteja alérgica. Nada demais.

-O que tem aí na sua mão?

-Não é nada, Draco, é coisa de mulher... Ei, pare com isso!

Porque ele estava se aproximando e tirando o que estava na mão escondida dela.

Era uma caixa cor de rosa. Draco a analisou por um breve instante e descobriu que era um teste de gravidez.

Ele suspirou, enquanto Astoria baixava a cabeça, corando. Então ele jogou a caixa na pia e indagou:

-Por que isso?

Astoria soluçou e começou a chorar abundantemente, pegando Draco de surpresa. Ele a abraçou e amparou, enquanto ela se debulhava em lágrimas sobre seus ombros.

-Sou-uma-idiota! ― Soluçou ela.

Draco acariciou a cabeça dela.

-Não é não, meu bem. Fique calma, ok?

Ela apenas soluçou, sem parar de chorar.

-Por que fez isso, Astoria?

-Porque sou uma sonhadora idiota! Estava envolvida com as compras para a festa de Zabini e não me dei conta de que estava com um atraso de uma semana e meia. Hoje achei minha tabela e pensei que tinha acontecido. ― Ela riu com sarcasmo. ― Como se isso fosse possível!

Draco engoliu em seco. Depois disse, tentando fingir que não tinha ficado incomodado com as palavras dela:

-Ainda não aconteceu, mas não se sinta assim. Você sabe que a culpa não é sua.

-É sim. Sou seca!

Draco desfez o abraço e a encarou, reprovando-a:

-Não diga uma coisa dessas nem brincando!

Astoria riu novamente, com um sarcasmo que não era comum a ela.

-Claro que sou, Draco!São quase cinco anos, e nada!

-Você sabe que tenho problemas.

-Ora, Draco! Seus problemas dificultam, mas não impedem! Eu sou oca! Incapaz de gerar uma criança!

-PARE COM ISSO! ―Draco vociferou, assustando-a. ― Não diga absurdos!

Astoria o encarou com olhar amedrontado. Seus lábios tremiam: ela estava prestes a desabar no choro outra vez. Draco segurou suas mãos e se aproximou dela. Olhou bem em seus olhos ao falar.

-Pare de se torturar desse jeito. Nós não precisamos disso. Não fará bem a você, nem a mim. Se acalme. Você vai ser a mãe dos meus filhos. Nós vamos conseguir. Se tivermos um pouco mais de paciência...

-Procure um médico e comece a se tratar ― interrompeu Astoria, com a voz fina e trêmula. ― Não vamos ser jovens para sempre, Draco. Estamos perdendo tempo.

Ele demorou alguns segundos para começar a responder.

-Temos tempo ainda, não adianta a gente se precipitar.

-Eu não aguento mais essa angústia, Draco! Essa espera que nunca acaba! As expectativas frustradas a cada mês!Simplesmente não aguento mais!

Draco perdeu a pouca paciência que costumava ter:

-Por acaso você já parou para pensar em como me sinto? ― indagou ele sem gritar, mas visivelmente irritado.―Não, você só pensa em si mesma! Já imaginou como me frustra não conseguir engravidar você?O quanto me doi saber que você chora porque sou infértil? Não é só para você que os outros olham com pena, Astoria!

-Se você estivesse incomodado, faria alguma coisa para mudar.

-Eu quero fazer, mas não confio em trouxas!Você sabe disso!

-Então não venha me dizer que lamenta por isso. Se estivesse realmente disposto a mudar alguma coisa, não seria esse o empecilho.

-Você não entende.

-Não, não entendo. Aliás, entendo sim: nunca teremos filhos e eu tenho que me conformar com isso.

Draco saiu do banheiro, chateado. Quando Astoria saiu, encontrou-o parado em frente à janela. Um fungado muito discreto informou-a de que agora seu marido também estava chorando.

Astoria parou ao lado dele também olhando pela janela. Estava frio e uma chuva fina caía. Os dois permaneceram por vários instantes ali, fitando a chuva, derrotados pela desesperança. Então ela pegou a mão dele ― ou terá sido o contrário? Os dois se olharam e de repente se abraçaram com força, chorando ainda mais. Murmuraram ao mesmo tempo: "Desculpe". E ficaram ali, consolando-se mutuamente, mergulhados na incerteza sobre o futuro de sua família.

Dias depois, era hora de irem à festa de recepção para Blaise Zabini. Astoria tinha providenciado vestes verdes escuras muito elegantes para Draco. Para ela, um belo vestido vermelho que deixava seu colo à mostra, emoldurado por uma das jóias com que Draco a presenteara. Quando Draco a viu, seus olhos brilharam.

-Você está muito bonita ― afirmou. Ela sorriu, lisonjeada.

-Obrigada.

-Bonita demais. ― Ele completou.

Astoria pressentiu o perigo no tom de voz do marido ao fazer aquela afirmação.

-Algum problema com a minha roupa? ―Indagou. ―Eu mostrei a você o modelo antes de mandar fazer e você não se opôs. Qual o problema agora?

Ele a observou minuciosamente. Apesar do colo à mostra, a roupa não era tão provocante. O vestido ia até pouco abaixo dos joelhos e os cabelos de Astoria estavam presos em um penteado elegante. Estava linda, mas bem vestida. Ele não podia negar isso.

-Não sei para que fui me casar com uma mulher tão linda. Não vou ficar em paz com você andando assim no meio daquele monte de gente.

Astoria riu.

-Você também está lindo e muito elegante. Não vai faltar mulher para te olhar.

-É bem diferente.

Astoria, querendo impedir uma discussão, disse a ele de modo provocante:

-Se meu marido está tão bonito e bem vestido, você não acha que eu iria à festa vestida de um modo qualquer, não é? Tenho que estar à sua altura.

Aquele argumento pareceu satisfazer o ego de Draco. Ele abraçou a esposa , com cuidado para não desarrumá-la, e a beijou. Sem tirar os lábios dos dela, indagou:

-Temos mesmo que ir?

Ela riu.

-Creio que sim, não é? E vamos nos atrasar se não sairmos agora.

Fingindo contrariedade, ele ergueu as sobrancelhas e dirigiu-se à porta do quarto. Astoria retocou seu batom e o seguiu. Logo depois, os dois aparatavam e chegavam à entrada da residência de Gregory Goyle.
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